Mostrando postagens com marcador A Voz do PM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Voz do PM. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Força Nacional



Autor: Maj. PM Valter Menezes

Em uma palestra, perguntaram-me sobre a Força Nacional (FN). O que eu achava? Se são viáveis os seus trabalhos. Se possui poder de polícia. Se competia com as instituições estaduais e federais que estão na Constituição Federal etc.

Achei uma excelente pergunta! E claro que, tanto lá como aqui, não vou jogar água gelada em ninguém, até porque a nossa Rondesp já trabalhou por sete anos, como se fosse uma operação, tendo o valor de Companhia, mas só existia de fato, e de direito era uma “fumaça” que poderia se dissipar com um ato interno da Corporação, sem necessitar do crivo governamental. Hoje, esse nome está dividido e legalizado em quatro companhias independentes de policiamento tático.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Mito do Bom Policial


Ten PM André Porciuncula Alay Esteves*


Há algum tempo, comecei a identificar na corporação uma certa personalidade institucional que permeia o comportamento policial, uma personalidade autônoma que não pertence a um indivíduo ou a um comando, e independe da política oficial adotada pelo alto comando da corporação. Personalidade esta, fruto de um estereotipo preconceituoso do que seria "o bom policial" e que carece de sustentação técnico-científica na qual se elabore métodos críticos-analíticos de estudos empíricos da realidade que se manifesta, e ao mesmo tempo, validem teoricamente a construção de procedimentos e comportamentos que tornariam o policial militar, num "bom policial".

Clique aqui para baixar o artigo completo "O Mito do Bom Policial".

*André Porciuncula Alay Esteves é Tenente da PMBA, lotado na 23ª CIPM, Tancredo Neves.


*Os artigos publicados na Coluna "A Voz do PM" não refletem o posicionamento oficial da Polícia Militar da Bahia nos assuntos em questão. Se você for policial militar e desejar publicar seu texto nesta coluna, mande seu texto com nome, posto ou graduação, OPM e currículo resumido para dmt.midiasocial@pm.ba.gov.br

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Aplicabilidade dos VANT nas Missões de Segurança Pública




Cap PM Arlindo Bastos de Miranda Neto


Definição de VANT: Segundo o glossário das Forças Armadas Brasileiras, é um veículo aéreo, sem operador a bordo, com asas fixas ou rotativas, que dispõe de propulsão própria, podendo ser pilotado remotamente ou dotado de um sistema autônomo de navegação. E empregado em ações de ataque ou reconhecimento, sendo recuperável ou não.

Este tipo de aeronave, foi criado com o intuito de preservar vidas e reduzir custos de diversos tipos de missões, no âmbito civil e militar, geralmente repetitivas e perigosas, evitando que vidas humanas sejam expostas desnecessariamente, como não existe tripulante embarcado este tipo de aeronave, se torna mais econômica que as tripuladas.

Um sistema de VANT é constituído de: Aeronave, estação de controle e por fim equipamentos de apoio. O ideal, segundo os especialistas, são 03 (três) aeronaves por sistema, de tal forma que elas possam ser operadas de forma continua, sendo um VANT em operação, um na reserva para pronto emprego e a terceira aeronave que acabou de pousar sendo preparada para uma nova decolagem.


Clique e leia todo o artigo sobre VANT.

*O Cap PM Arlindo Bastos de Miranda Neto é Integrante da Unidade de Planejamento Operacional e Decisões Estratégicas – CPRC-A.


*Os artigos publicados na Coluna "A Voz do PM" não refletem o posicionamento oficial da Polícia Militar da Bahia nos assuntos em questão. Se você for policial militar e desejar publicar seu texto nesta coluna, mande seu texto com nome, posto ou graduação, OPM e currículo resumido para dmt.midiasocial@pm.ba.gov.br

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ufanismo às avessas



Autor: Sd PM Jorge Luis França Costa*


Ufanismo ou simplesmente ufano, pra quem não sabe, é o ato de exagerar méritos ou enaltecer conquistas de um país, organização ou grupo de pessoas. Ele pode ser usado sem querer ou por um mero golpe publicitário. Um exemplo clássico de ufanismo publicitário é o hino da Copa de 70 que, de tão forte, ecoa até hoje, afinal quem nunca ouviu o “70 milhões em ação, pra frente Brasil...” que atire a primeira pedra e olhe que já passamos há muito da marca de 70 milhões de brasileiros.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A grande divisão da responsabilidade



Autor: Maj. PM Valter Menezes*


A imprensa brasileira bateu forte na segunda semana do mês de abril contra as erradas decisões de autoridades, por ter liberado da prisão um “ser humano” viciado em matar pessoas, hoje já falecido. Não se deseja apontar se as decisões que foram tomadas, creio com base na lei, foram certas ou erradas, se é que podemos assim dizer, mas quem afirmou que houve erro e erros por parte do Estado, na decisão de liberá-lo para convívio social na demora em iniciar as investigações, foi uma senhora promotora pública de Justiça, que teve a coragem de reconhecer que “alguma coisa estava fora da ordem”.

Disse ainda ela, de forma clara, para que todos ouvissem: “Não existe ex-estuprador”. Ele, o assassino, já possuía uma ordem de prisão, desde 2000 aqui na Bahia, por tentativa de assassinato e foi liberado. O Estado falhou? “Se eles sabiam que esse homem já era um pedófilo, fazia isso daí, por que o soltaram? Para ele fazer mais vítimas”, afirmou um parente no momento de dor.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Trinta Anos: oração ao Tempo.


TC PM Jorge Ubirajara Pedreira*


O Tempo, senhor de todos os senhores terrenos, elemento singular e indispensável a tudo, criado pela inspiração Divina, que em sua Onipotência nos ensina o quanto precisamos ainda evoluir, como seres que coabitam a crosta terrestre, principalmente como espíritos responsáveis pela nossa própria missão neste orbe.

Quando mencionamos o tempo, não poderia olvidar da nossa Carta Magna (CF-1988), no auge da jovialidade dos seus quase 22 anos, em seu preceito (Art. 144), impele o Estado ao seu Dever, esclarece ao cidadão sobre o exercício do seu Direito, mas principalmente, e acima de tudo, que Segurança Pública é responsabilidade de todos, expressão que nos norteia para o papel social de cada um que, no âmbito de um consciente coletivo, clama, deveras, por mudanças de posturas e condutas de cada cidadão.

Já que tempo é tema de inspiração deste escriba e, na condição de servidor público estadual, resolvi através de uma incansável conta - nunca fui bom em matemática - e desdobrando em medidas do tempo, aferir que já se vão 3 décadas, ou 30 anos, ou 360 meses, ou 131.400 dias, 31.536.000 horas, ou 1.892.160.000 minutos de serviços prestados à sociedade baiana.

Tal assertiva se explica pelo fato de ter ingressado no dia 08 de abril de 1980 nas fileiras da Polícia Militar da Bahia, instituição quase bicentenária que escolhi para exercer minha profissão, meu sacerdócio, incluir na minha família, afinal de contas passamos a maior parte do tempo de nossas vidas envolvidos com esses labores (meus familiares que o digam). Só então dei conta de como o tempo passa rápido.

Entendi que o mais importante desses números contabilizados é termos a consciência e a certeza de quantas vezes olhamos para o relógio e queremos que o tempo passe rápido ou demore em função dos nossos anseios, angústias e expectativas, que são tantas, especialmente aquelas atinentes às que transformem as pessoas, tornando-as mais solidárias, respeitando e amando seus semelhantes, como o Messias nos ensinou.

Certamente, tais números têm o condão de me intuir para transformar a quantidade de minutos em preces, rogando a Deus que transforme todas essas medidas em bênçãos de luz e paz para todos, especialmente para os miseráveis do nosso planeta e para os que se encontram na pátria espiritual.

O cancioneiro baiano Caetano Veloso, renomado compositor e músico brasileiro, retrata com muita peculiaridade, em sua música "Oração ao Tempo", através da métrica, da rima, do estilo poético e, sob os acordes daquela melodia, ocorreu-me a inspiração para, também, orar e rogar a Deus no lapso temporal que ainda me resta, continuar firme no propósito de levar, através do meu mister policial, a paz para o convívio social.
És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho.
Vou te fazer um pedido...Tempo, tempo, tempo, tempo...
Caetano Veloso

*Autor: Jorge Ubirajara Pedreira é Tenente-Coronel da Polícia Militar da Bahia, atual Comandante do 9º BPM – Vitória da Conquista, Bacharel e Especializado em Segurança Pública (Academia de Policia Militar da Bahia - APMBA e Academia de Polícia Militar do Distrito Federal - APMDF), Pósgraduado em Gestão Estratégica em Segurança Pública (UNEB e APMBA) e Bacharel e Direito/2006 (UFBA/UESC).

Os artigos publicados na Coluna "A Voz do PM" não refletem o posicionamento oficial da Polícia Militar da Bahia nos assuntos em questão. Se você for policial militar e desejar publicar seu texto nesta coluna, mande seu texto com nome, posto ou graduação, OPM e currículo resumido para dmt.midiasocial@pm.ba.gov.br

terça-feira, 13 de abril de 2010

A importância da Ética


Cap PM Marcos Vinício Vergne de Carvalho*


A Sua Santidade, o Dalai-Lama, num dos seus discursos intitulado "Uma ética para o novo milênio" imprimiu, com a simplicidade da sua sabedoria e a força do seu pensamento, uma marca que espero não seja apagada em minha alma. Lembrou-me, de forma sublime, o quanto substancial deve ser a ética em tudo que envolve a humanidade.

Das passagens ali contidas, uma delas me causa constante reflexão, até porque fala daquilo com que convivo há praticamente vinte anos nessa minha mais recente jornada terrena na busca pela libertação do ego. Dizia ele:

"Cabe observar que, hoje em dia, nossas forças policiais têm à sua disposição recursos tecnológicos que dificilmente poderiam ser imaginados há cinqüenta anos. Dispõem de métodos de vigilância que lhes permitem ver o que antes era impossível, podem utilizar testes de DNA, laboratórios especializados em medicina legal, cães farejadores e, evidentemente, pessoal altamente treinado. Contudo, os métodos criminosos evoluíram de forma equivalente, de modo que não estamos em melhor situação".

Em seguida complementava:

"Quando falta a contenção que a ética impõe, não pode haver esperanças de superar problemas como o da escalada de crimes. Sem essa disciplina interior, verificamos que os próprios meios que usamos para resolver essas questões tornam-se uma fonte de dificuldades. A crescente sofisticação dos métodos policiais e criminais é um circulo vicioso".

Naturalmente não pretendia o líder espiritual, a partir daquela reflexão, tentar explicar ou propor soluções para o problema do crime ou da segurança e, de igual forma, desconsiderar o entendimento dos cânones do conhecimento acerca da ética. Mas o que não podemos deixar de compreender é que o argumento nos alerta para uma questão fundamental, qual seja: é impossível construir ou manter qualquer processo de paz sem o envolvimento da ética.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O papel social do Carnaval, versão Bahia


Sgt PM Francisco Gutemberg*


Inicialmente imaginado como o instante de agradecimento aos deuses pela fertilidade da terra, a farra do carnaval logo ganhou ares de culto à pujança, à beleza, à bebida e ao sexo. Do Egito antigo (4 mil anos antes de Cristo ), quando se homenageava a deusa Ísis e se celebrava, ao redor de uma fogueira, um instante de confraternização entre as diversas classes sociais, o Carnaval chegou a Veneza, de onde se espalharia para todo o mundo, com as cores que marcariam, definitivamente, a sua história. E é nesta belíssima Veneza do Séc. XV que a festa tomou as características atuais, com suas alegorias, fantasias, máscaras, desfiles etc.

Trazido de Portugal, via Ilha da Madeira e Cabo Verde, o Carnaval aporta em terras tupiniquins em 1641, trazendo na bagagem toda a alegria e irreverência já típicas da festa. Mas é apenas no Rio de Janeiro de 1840 que ocorre o primeiro baile de salão. Já os primeiros clubes carnavalescos esperariam mais um século para surgirem. Na Bahia, diferentemente do Rio de Janeiro, ganhou força o carnaval de rua, dos afoxés (classe baixa) e dos clubes (das elites). Contudo a maior invenção do carnaval baiano estaria no aparecimento do Trio Elétrico de Dodô e Osmar, em 1950, algo que consagraria de vez o carnaval popular e de rua.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Como descongestionar o trânsito de Salvador?


Maj PM Valter Souza Menezes*


Basta aparecer uma festa na cidade ou dias normais nos horários de corre-corre que o trânsito da nossa Salvador trava todo, literalmente. O pior é que as pessoas já estão se acostumando com essa situação horrível. Ligam seus condicionadores de ar, FM nos ouvidos e vão vagarosamente perdendo tempo que poderia ser gasto em lazer, trabalho, estudo ou produzindo algo mais interessante.

A Prefeitura tem que criar um canal de comunicação rápido e eficiente com a comunidade para ouvir as sugestões que poderiam melhorar o tráfego de carros e pessoas dentro das vias. Existem vias que poderiam ser canalizadas para outros bairros, sem a construção de grandes avenidas. Por que não ouvir o povo que sofre com esse mal?

quinta-feira, 18 de março de 2010

"Polícia Comunitária" - O que todos sabem mas não declaram


Autor: TC PM Francisco Issa


Em homenagem ao Cel PM R/R Paraíso e ao então Cap PM Boaventura, hoje Coronel...
...(ainda me recordo do manual de POI (Policiamento Ostensivo Integrado).

Aos Cel PM R/R Edmundo Guedes e Raimundo Luiz Pereira da Fonseca, pelos ensinamentos na matéria Trabalhos de Comando e Estado Maior.


Quando se começou a falar sobre polícia comunitária, meados da década de 80, pareciam que tinham descoberto a pólvora. Muitos buscaram informações sobre esta "nova" forma de se fazer as ações de policiamento urbano, que à época estavam sendo veiculados vários exemplos pela mídia. Geralmente citavam as ações do Japão e Canadá, tempos mais tarde citaram como serviços de excelência as ações desenvolvidas pela polícia de Israel. Todos estes países, com grandes diferenças culturais e sócio-econômicas entre si e, principalmente, quando comparamos com o Brasil, também com uma grande diversidade cultural e diversidade sócio-econômica entre seus estados membros.

A partir daí começou uma busca de informações por parte das polícias militares brasileiras, sobre esta "nova" forma de fazer polícia. Muitas comissões foram formadas para estudar o assunto e até foram, in loco, verificar na prática o que acontecia naqueles citados países. Desde então, muitos governos lastrearam suas campanhas políticas através de programas voltados a aplicação de propostas aproximativas da polícia com a comunidade, daí surgiram várias denominações, conforme o gosto do governante e sua equipe de marketing.

Muitos conceitos para esta forma de policiar apareceram durante os estudos desenvolvidos, mas, basicamente, em poucas e curtas palavras, podemos hoje estabelecer um conceito para POLÍCIA COMUNITÁRIA – POLÍCIA DA BOA VIZINHANÇA – POLÍCIA PACIFICADORA – POLÍCIA NO SEU LAR – POLÍCIA LEGAL – POLÍCIA DISSO – POLÍCIA DAQUILO – POLÍCIA... (seja lá qual for a polícia que quiserem denominar), como a polícia que está presente no dia-a-dia do cidadão, conhecendo e se fazendo conhecer, inibindo a ação delituosa através de ações diretas ou não, convencionais ou não, gerando a paz e a tranqüilidade pública.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Sexualidade e a Caserna


Autor: TC PM Francisco Issa


Recente indicação pelo Senado para que o General de Exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho ocupe vaga de Ministro do Superior Tribunal Militar (STM), gerou muitos comentários na imprensa e em organizações de defesa dos homossexuais, a partir do momento em que declarou, frente à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quando questionado sobre o que achava de homossexuais nas Forças Armadas, criou polêmica ao emitir a seguinte declaração: "indivíduos desse tipo não conseguiriam comandar a tropa".

Neminem laeder, não vamos aqui gerar mais polêmica sobre esta afirmação, nem partir em defesa do General ou o que estabelece o Código Penal Militar a respeito do assunto, mas torna-se importante que seja evidenciado o que prevê este dispositivo normativo, para que possamos analisar este tema e discutir algumas outras condutas, que afetam diretamente o exercício do comando e liderança nas mais variadas frações de tropa e situações outras dentro da Administração Militar.

O Código Penal Militar Brasileiro, em seu Art. 235, proíbe ato de libidinagem no interior dos lugares sujeitos à administração militar, vejamos:

"Art. 235. Praticar, ou permitir o militar que com êle se pratique ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar:

Pena - detenção, de seis meses a um ano. (grifos nossos)"


sábado, 13 de março de 2010

Não Somos Amados



Sgt PM R/R Edney Souza Rocha*


Um misto de contentamento e apreensão foi o que senti quando soube que um dos meus sobrinhos havia sido aprovado no concurso da PM. Imediatamente disse a mim mesmo que o procuraria depois para aconselhá-lo acerca do que significa ingressar na PM e das armadilhas impostas a um policial em início de carreira.

Pensando assim consegui adiar um pouco a preocupação e viver a satisfação de estar vendo surgir, talvez, uma nova geração de policiais na família Rocha.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Discriminação Nacional



Maj PM Carlos Henrique Ferreira Melo*


A revista Veja, edição 2.141, de 2 de dezembro do ano passado, publicou um artigo muito elogiado, inclusive por policiais, sob o título "sem medo da verdade", uma excelente matéria que demonstra a realidade sobre o que pensa a sociedade a respeito dos policiais militares e toda a carga de discriminação e preconceito por que passam.

No subtítulo "No rumo correto", buscando ressaltar a capacidade profissional de um oficial da Polícia Militar de Minas Gerais, consta a seguinte frase:

"Não fosse pela farda, o comandante da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Renato de Souza, 46 anos, em nada lembra um policial, gestos suaves, vocabulário preciso, ele parece mais um acadêmico. É quase isso.

Presença constante em seminários e congressos sobre segurança pública, Souza tem um currículo de tipo ainda incomum no Brasil, mas que começa a ser usual nas melhores polícias do mundo..."

Da análise do referido comentário, no mínimo, depreende-se que para o editor os policiais militares são semi-incultos, violentos e arbitrários, sendo incomum e raro que os profissionais de segurança pública possam ser educados e cultos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Emprego do Veículo Aéreo não Tripulado (VANT) nas ações PM


Cap PM Arlindo Bastos de Miranda Neto
Cap PM Isnard Edson Sampaio de Almeida 


Salvador, assim como as grandes metrópoles em todo o País, apresenta um acelerado crescimento demográfico gerando assim, situações adversas, a exemplo dos desníveis sociais, da exclusão social, formação de bolsões de pobreza e sub-habitação em áreas precárias e periféricas da cidade, além do grave crescimento da violência e da criminalidade urbana.

A Polícia Militar da Bahia (PMBA), por sua vez, está inserida neste contexto social no qual as mudanças são rápidas e violentas, exigindo uma maior preparação e capacitação profissional além do emprego de técnicas e recursos de alto valor tecnológico que possam fazer frente, reprimindo a tecnologia de ponta utilizada pela criminalidade e atingir as metas e objetivos da força Policial Militar.

As diversas dificuldades enfrentadas pela PMBA, entre elas, a deficiência de recursos humanos e materiais, são reais. Entretanto, a busca incessante de estratégias e mecanismos para o cumprimento da missão constitucional, razão da existência desta Corporação, preservação e manutenção da ordem pública e incolumidade das pessoas e do patrimônio, serve como base para a realização de estudos no sentido de viabilizar o cumprimento da missão proposta.

Neste cenário, o Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) apresenta-se como uma possível estratégia de apoio operacional às atividades de policiamento ostensivo na PMBA, considerando que os estudos atualmente realizados já apontam para a reconhecida importância do VANT tanto para aplicações militares como para civis.

O combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado é feito constantemente pelas polícias em todo o território nacional e pode ter o VANT em apoio às ações de patrulhamento, investigação, dentre outras.
Diante do exposto, questiona-se: o emprego dos VANT no apoio operacional poderia contribuir nas ações e operações no policiamento ostensivo/velado executado pela Policia Militar da Bahia?

Consideram-se, ainda, como hipóteses de estudo para o emprego do VANT:

(a) A participação de empresas nacionais é importante, desde as fases iniciais do desenvolvimento do projeto;

(b) O Projeto VANT pode se constituir um programa de integração das organizações de ciência e tecnologia com a PMBA; e,

(c) A utilização de VANT em ações PM é uma tendência muito forte no contexto urbano atual.


A escolha desse tema justifica-se pela sua contemporaneidade, aliada a necessidade de sempre se refletir sobre o emprego de novas tecnologias na prevenção e repressão da criminalidade, aumentando assim a sensação de segurança da sociedade, conseqüentemente, contribuindo para a melhoria da imagem da Policia Militar, e para diminuição dos riscos a que estão submetidos os profissionais de segurança publica em operações de policiamento ostensivo, especialmente, no patrulhamento aéreo.

Clique aqui e para ler a monografia "A Análise do Emprego do Veículo Aéreo não Tripulado (VANT) nas ações e operações PM, escrita pelos Capitães PM Arlindo Bastos de Miranda Neto e Isnard Edson Sampaio de Almeida.


*Os artigos publicados na Coluna "A Voz do PM" não refletem o posicionamento oficial da Polícia Militar da Bahia nos assuntos em questão. Se você for policial militar e desejar publicar seu texto nesta coluna, mande seu texto com nome, posto ou graduação, OPM e currículo resumido para dmt.midiasocial@pm.ba.gov.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Polícia e Direitos Humanos

Autor: TC PM Francisco Issa

Quando estou frente a uma turma de formação ou especialização dentro dos quadros e qualificações policiais, na gratificante atividade do magistério policial, gratificante porque o facilitador do conhecimento sempre aprende mais do que se propõe a facilitar, principalmente na matéria DIREITOS HUMANOS, sempre me deparo com uma pergunta, geralmente realizada como uma forma de expressão antagônica ao sistema que rege as atividades inerentes a ela.

Como já sei que vão me fazer esta pergunta, no nosso primeiro contato, a realizo e respondo. Nesta certeza, utilizo-a dentro da Técnica de Ensino o que chamamos de "Incentivo Inicial", levando ao aluno a vislumbrar nova forma de encarar a matéria, tornando-a atrativa aos seus olhos, formando o "mistério" de como iremos colocar o policial no seu devido lugar, o verdadeiro PROTAGONISTA DOS DIREITOS HUMANOS, afinal de contas, todos têm uma opinião formada, geralmente todas buscam o reconhecimento da sociedade, o que precisamos fazer é apenas o câmbio de foco, para que o aluno extraia de dentro de si o desejo do reconhecimento pela prática do bem e de estar entre os melhores profissionais do corpo, aqueles verdadeiros heróis.

"Como vocês iriam mesmo me fazer esta pergunta, vou me adiantar e eu mesmo irei fazê-la e com a ajuda de vocês, iremos todos respondê-la:

Professor...

O que o senhor acha 'desse pessoal dos Direitos Humanos' que só se preocupa apenas com o bem-estar do bandido e sempre está contra a Polícia?"

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Crimes sobre duas rodas

Autor: Maj. PM Valter Menezes

Em 2007, realizei a pesquisa Crimes praticados por criminosos conduzindo motocicletas. O trabalho reúne recortes de matérias publicadas, exemplos do cotidiano policial e relatos de ações promovidas em outros estados e até fora do país. A repercussão foi positiva e atingimos o objetivo de alertar os interessados sobre este assunto. Ações legais operacionais e administrativas, que poderiam ser tomadas pelo conjunto de órgãos envolvidos, infelizmente não foram tomadas naquela época, e olha que esperava ansiosamente que algo acontecesse. Por conta disso, os crimes continuam aumentando.

Esses crimes têm crescido de forma assustadora no Brasil, pois os criminosos descobriram que têm mobilidade e rapidez com as suas motos durante a fuga. Já sabem que, onde eles passam, as viaturas de quatro rodas não vão, não têm acesso e, quando desembarcam das viaturas para fazer a perseguição, os policiais não conseguem alcançá-los. Além disso, o capacete esconde a face do criminoso, que também costuma se ocultar sob máscaras.

O policial a pé não acompanha a velocidade de uma moto. Depois de consumado o crime, os infratores descem escadarias, passam em passarelas, sobem em passeios públicos, pontes, becos, cruzam canteiros de avenidas, passam por caminhos apertados e saem em outras ruas ou becos. Os bandidos têm também total mobilidade nos engarrafamentos das cidades, o que é mais um ponto a favor da realização dos delitos e à sua fuga vitoriosa. Eles escondem as motos dentro de casas, atrás de outros carros, cobrem com lonas, jogam no mato. É muito fácil esconder esse tipo de veículo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Coluna A Voz do PM


A intenção do blog da PMBA é a criação de um espaço onde todos os atores envolvidos no contexto da atuação da PM baiana possam interagir. Do cidadão civil aos profissionais de segurança de outros órgãos estatais, dos funcionários civis às praças e oficiais. Para esses últimos, integrantes da PMBA, está aberta uma nova possibilidade de expressão por meio deste blog, além das já utilizadas caixas de comentários. Estamos nos referindo à Coluna “A Voz do PM”, que a partir de hoje passa a aceitar textos de qualquer policial militar baiano, qualquer que seja sua OPM, posto ou graduação.

A Coluna visa recepcionar e publicar textos mais elaborados que um simples comentário, podendo ser de caráter técnico-científico, analítico, histórico etc. Cabe ressaltar que as produções devem conter nome, posto ou graduação, currículo resumido (três linhas) e OPM a que pertence o autor. Ao contrário do que ocorre com os comentários, não se aceitará textos anônimos, já que se trata de obra intelectual, envolvendo, assim, questões de direitos autorais.

A Coluna A Voz do PM é mais um passo no processo de democratização almejado pelo projeto “Mídias Sociais na PMBA”, que visa abrir canais de diálogo entre o Comando da Corporação, seus profissionais e a sociedade civil. Se você é policial militar, mande seu texto para o seguinte endereço de email:

dmt.midiasocial@pm.ba.gov.br

Produza conhecimento em favor da Polícia Militar da Bahia!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Parabéns PMBA!




Uma homenagem aos homens e mulheres que fazem parte destes 185 anos de história da Polícia Militar da Bahia, completados hoje, 17 de fevereiro de 2010.

Autor: Cap PM José Carlos Vaz Souza Miranda (8º BPM/Porto Seguro), poeta, especialista em Comunicação Social com Ênfase em Ouvidoria (UNEB – 2006) e Especialista em Polícia Comunitária (UNISUL – Santa Catarina – 2009).


*"A Voz do PM" é uma coluna do Blog da PMBA composta exclusivamente por textos de policiais militares. Mande seu texto para dmt.midiasocial@pm.ba.gov.br e veja seu texto publicado aqui!
 

Copyright 2009 Todos os Direitos Reservados | Revolution church Blogger Template by techknowl | Original Wordpress theme byBrian Gardner